Grande Loja Maçônica homenageia 7 de setembro

A Grande Loja Maçônica do Piauí esteve presente ao desfile cívico de 7 de Setembro em vários municípios do Estado. Desfilaram Maçons, Cunhadas e entidades paramaçônicas. Em Teresina um pelotão formado por comitiva da Grande Loja e outro formado por integrantes do Capítulo DeMolay desfilaram em grande estilo na Av. Marechal Castelo Branco.

Abaixo transcrevemos um breve texto sobre a influência da Maçonaria para a Independência do Brasil.

“A Maçonaria e a Independência do Brasil

Com a instituição da Maçonaria na Europa, a mesma se espalhou rapidamente e entrou em Portugal, através um escocês de nome Gordon, era muito frequentada por franceses e ingleses além lógico, dos portugueses.

Durante o governo de D. José I, a Maçonaria trabalhava sem problemas, mas em 1.777 com a subida ao trono de D. Maria I, a Maçonaria foi perseguida sem tréguas e em 1.817 foi proibida em Portugal e suas Colônias.

O grande número de independências acontecidas nas Américas, que ocorreram a partir do século XVII, sempre tiveram a Maçonaria em seu cerne, pois eram as Lojas frequentadas por homens que cursaram as Universidades Europeias e tinham como ponto de partida a Revolução Francesa, que mudou o mundo com seu ideário Maçônico: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

Na Loja Grande Reunião Americana localizada em Londres, foram iniciados: Simon Bolívar ,que libertou a Venezuela,Colômbia, Equador e Peru; San Martin, militar argentino que participou da Independência da Argentina, Chile e Peru ; e O’Higgins, que libertou o Chile.

Lembrando que todos os libertadores das colônias americanas eram Maçons começando por George Washington.

Portugal e Espanha colonizaram e dominaram a metade do mundo mormente na América do Sul e não tinham pessoas com experiência para administrarem as Colônias, o que contradizia com os burgueses, que vinham da Europa e eram bem preparados, inclusive politicamente.

O processo de Independência do Brasil foi bem longo. Descoberto em 1500, fomos explorados em nossas riquezas: pau brasil, ouro ,diamantes e outras. Neste processo, tivemos diversos movimentos todos com participação de Maçons, tais como:

Conjuração ou Inconfidência Mineira em 1789, Conjuração Baiana em 1798, sob influência da Loja Cavalheiros da Luz; Revolução Pernambucana em 1817, nitidamente de origem Maçônica, teve o envolvimento de cerca de sessenta padres muito deles Maçons.

Todas foram duramente reprimidas. A mais importante sem dúvida, foi a Inconfidência ou Conjuração Mineira, que levou Tiradentes à morte sendo enforcado e depois esquartejado.

A Independência do Brasil tem sua marca inicial na vinda da família Real para o Brasil no ano de 1808.

D. João no ano de 1815 elevou o Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, acabando com o Período Colonial e isto trouxe ao Brasil, enormes avanços em todos os campos (cultural, financeiro, comercial entre outros).

Os portugueses cansados de assistirem à decadência econômica de Portugal iniciaram uma revolução na cidade do Porto (1820), que culminou com a expulsão dos ingleses e impuseram sérias exigências à D. João VI. Para não perder o Trono, D. João VI retorna a Portugal em 26 abril de 1821, deixando D. Pedro como Príncipe Regente.

Muito jovem e sem experiência alguma, logo se viu rodeado de uma elite pensante quase toda formada de Maçons.

Em 1821 preocupadas com a situação do Brasil, as Cortes Portuguesas baixaram dois decretos. Um fazia retornar o Brasil a situação de Colônia e outro, que exigia o retorno imediato de D. Pedro a Portugal.
No dia 24 de dezembro de 1821, foi feito um forte pronunciamento contra as Cortes Portuguesas, redigido pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva.

Em 9 de janeiro de 1822, na sala do Trono, foi realizado um manifesto conjunto de cariocas , mineiros e paulistas. No entanto, antes de ler o pronunciamento, o Maçom José Clemente Pereira, Presidente do Senado da Câmara, fez um discurso inflamado e contundente, pedindo que o Príncipe Regente ficasse no Brasil. Depois de ouvir o Príncipe responde: – “estou pronto diga ao povo que fico”.

Os Maçons Fluminenses resolveram sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo e por proposta do Brigadeiro Domingos Alves Munis Barreto, conceder ao Príncipe Regente, o titulo de Defensor Perpétuo do Brasil, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado.

Logo depois, é assinado um Decreto em que as Leis emanadas por Portugal só seriam cumpridas, depois de serem autorizadas por ele (Príncipe Regente). Este decreto foi aconselhado pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva (Ministro do Reino e de Estrangeiros).

Em junho de 1822, os Maçons José Clemente, Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, convenceram D. Pedro a convocar uma Assembleia Constituinte. Era um grande avanço em busca da Independência. D. Pedro ao longo do funcionamento da Assembléia, desetendera-se com seus integrantes e dissolveu-a, outorgando a Primeira Constituição em 1824.

No dia 17 junho de 1822, a Loja Maçônica “Comércio e Artes na Idade do Ouro“, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro de Obreiros. Por sorteio, foram fundadas as Lojas “Esperança de Niterói” e “União e Tranquilidade”, possibilitando assim a criação do Grande Oriente Brasiliano ou Brasílico, que depois deu origem ao Grande Oriente do Brasil.

José Bonifácio foi eleito Grão-Mestre. Como 1º Vigilante, Gonçalves Ledo, tendo como Grande Orador o Padre Januário Barbosa. O objetivo principal das Lojas era só Iniciar ou filiar quem fosse comprometido com a causa da Independência.

Por proposta de José Bonifácio, foi iniciado o Príncipe Regente, que adotou o nome de Guatimozim (último Imperador Azteca), passando a fazer parte da Loja Comércio e Artes. Foi elevado à Mestre no dia 2 de agosto e empossado Grão Mestre no dia 4 de outubro, em uma manobra puramente política.
O Príncipe Regente se dirigiu a S. Paulo, tendo como finalidade apaziguar descontentes com as medidas tomadas. Fez a viagem vagarosamente e no dia 5 de setembro de 1822, foi a Santos, de onde regressou na madrugada do dia 7.

Encontrava-se na Colina do Ipiranga, quando recebeu correspondência enviada por seu Primeiro Ministro José Bonifácio. Ao ler as cartas, pronunciou as seguintes palavras:

”As Cortes perseguem-me. Chamam-me com desprezo de rapazinho e brasileiro. Verão agora, quanto vale o rapazinho. De hoje em diante, estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal”.

Podemos afirmar que os Maçons e a Maçonaria tiveram uma enorme responsabilidade no episódio da Independência do Brasil, e sem duvida, as raízes da acácia prepararam o terreno e o fato teve a proteção de sua sombra”.

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